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Brasileiros padrão FIFA

Ao contrário do que muitos dirão, o sonho do hexa vai muito além dos argumentos da alienação, do tradicional pão e circo

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Não há dúvidas de que esta foi a Copa das Copas. O jogo começou lá atrás, quando o Brasil foi anunciado como a sede da Copa do Mundo 2014. Protestos, obras em atraso, caos nos aeroportos, estádios sendo construídos do zero. Será que vai ter Copa?

Aos trancos e barrancos, teve, sim. Logo na abertura, polêmica: Dilma escapou das vaias, mas tomou um xingamento naquele lugar. Nas ruas, as vozes abafadas pela mídia incomodaram, resultando em prisões e ainda mais confusão. O protesto era digno – não queremos mais estádios, queremos mais hospitais. Mas, assim que a bola rolou em campo e o Brasil encheu nossos corações de esperança, nada mais importava.

Ao contrário do que muitos dirão, o sonho do hexa vai muito além dos argumentos da alienação, do tradicional pão e circo. Há quase um desespero no grito inflamado do torcedor, que vibra com um resquício de orgulho por ser brasileiro, nem que seja pelo futebol. Se já não somos o país da prosperidade, da economia crescente, da justiça social, da igualdade e do desenvolvimento humano, resguardemos pelo menos o suado título de país do futebol.

Entre feriados e partidas surpreendentes, um triste acontecimento nos trouxe de volta à realidade por um instante – parte do viaduto Guararapes, uma das vias de acesso ao Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, desabou na Avenida Pedro I, ocasionando a morte de duas pessoas. Para a construção do viaduto, uma das heranças inacabadas da Copa, haviam sido destinados R$ 311 milhões de recursos federais. Coincidentemente, no dia seguinte, o artilheiro Neymar sofreu um golpe nas costas que viria a interromper sua atuação na Copa do Mundo.

Um fato lamentável, não há como negar. Mas a reação foi maior do que se um viaduto tivesse caído nas costas do jogador. O assunto fervilhou nas redes sociais e virou o porquê do hexa: “Vamos ganhar o mundial por Neymar”, afirmou o capitão Thiago Silva. Nem um golzinho dedicado às vítimas do desabamento.

Mas as tragédias da Copa estavam apenas começando. Se houve algo considerado trágico e vexatório nesse mundial, foi a derrota de 7 a 1 para a Alemanha na semifinal. Em meio tempo de jogo, os alemães acabaram com o sopro de esperança que nos tornava brasileiros, com muito orgulho e com muito amor.

Não somos mais o país do futebol, e muito menos da saúde ou da educação. Somos o país dos gastos sem retorno, dos impostos escorchantes e de uma dívida interna cujos juros superam em mais de dez vezes os gastos com a Copa – todos os anos, ano após ano. Mas isso não é motivo para abaixarmos a cabeça, guardarmos nossas bandeiras e esperarmos mais quatro anos para sermos brasileiros de novo.

Agora é o momento de aprender algumas lições com o gosto amargo desta derrota. Às vésperas de uma disputa que impactará todos os brasileiros, é hora de conhecer nossos candidatos tão bem quanto conhecemos cada jogador. Saber os clubes nos quais cada um já jogou, os gols que marcou, cartões vermelhos que levou, os gols-contra que fez.

É hora de saber vaiar quando o time joga mal e aplaudir quando o time vai bem. De saber cobrar uma seleção que nos representa e que, ainda por cima, foi escolhida por nós. Chega de deixar a responsabilidade da vitória para a próxima Copa ou para o próximo governo. Isso nos tira a obrigação de agir agora, no momento em que mais precisamos de mudança. A lição amarga da seleção brasileira é que não se vive de glórias do passado nem de ilusões infundadas com o futuro. A hora da virada é agora. Quem quiser mais do mesmo pode tirar seu time de campo.

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Fonte: www.administradores.com.br

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